As férias de julho chegaram. E com elas, muitas famílias procuram o que fazer com as crianças e adolescentes. A cidade de São Paulo é famosa por sua vida cultural agitada, cinemas, teatros, parques e museus. Hora de sair de casa e aproveitar tudo isso, não é? Mas por que só nas férias?

Marco Zero de SP – Praça da Sé

Um dos pilares que sustenta a proposta da Politeia é a ideia de que o conhecimento pode (e deve!) ser buscado também fora da sala de aula, fora dos muros da escola. Desta maneira, toda semana, a turma sai da escola e vai pesquisar e aprender em algum outro espaço da cidade. Levantamos conjuntamente, professores e estudantes, saídas que contemplem interesses individuais, interesses coletivos e também diversão, por que não?

Enchente na região da Barra Funda

E quando vamos, damos preferência ao transporte público (ônibus e metrô). O jovem então, vive de perto as belezas da cidade, mas também sente na pele as deficiências do transporte público, o descaso com o pedestre e as calçadas, a pressa dos trabalhadores, os problemas enfrentados pelos deficientes e idosos, e inúmeras outras vivências, extremamente ricas e valiosas.

Seja no Memorial da América Latina, seja no parque da Água Branca que são nossos vizinhos e aproveitamos muito isso, e além dos tradicionais MASP, Catavento, Estação Ciência, Museu da Língua Portuguesa e Pinacoteca, vamos desvendando a cidade, por caminhos não tão óbvios.

Museu do Futebol

Esse semestre por exemplo, estudando direitos humanos e sistema carcerário fomos até o Memorial da Resistência, no prédio do antigo Deops/SP (Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo), depois ao Parque da Juventude (ao lado da Biblioteca São Paulo, visitada ano passado) andar pelas muralhas remanescentes do Carandiru. Pesquisando tecnologias, visitamos a Inventolândia (uma espécie de museu de invenções) e o Garoa Hacker Club, fazer uma oficina de eletrônica e conhecer uma impressora 3D. Nos questionando sobre quem são nossos heróis, fomos ao Museu do Futebol e assistimos a nova cópia em 3D do primeiro episódio da saga Star Wars e passamos momentos interessantes no Planetário do Parque do Ibirapuera.

Poderia listar aqui diversas saídas, mas o mais importante não é o lugar visitado em si, mas a atitude de aprender fora da sala e da escola. De acreditar na cidade como um lugar de aprendizado e dar ao estudante o papel de cidadão participativo e consciente de sua cidade, respeitando as diferenças, crítico às adversidades e limitações do espaço público e acima de tudo, desfrutando dela.

O que você aprende com São Paulo?

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