Integrantes do grupo Românticos Conspiradores e educadores da Politeia Escola Democrática organizam caravana para entregar ao Ministro o manifesto “Mudar a escola, melhorar a educação: transformar um país”

A cada ano, no Brasil, cresce o número de escolas democráticas, as quais têm como princípio a atuação dos estudantes, dos colaboradores da instituição e da comunidade na gestão escolar. A convivência e o conhecimento são também geridos de forma democrática, com o necessário engajamento das crianças e dos jovens. Apesar de sua coerência com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), essas escolas de modo geral encontram grande dificuldade em seu cotidiano no que diz respeito à inserção no sistema educacional. Elas patinam em burocracias e sistemas obsoletos e engessados, que impedem o exercício de sua autonomia. Assim, por exemplo, as escolas não podem agrupar os alunos segundo suas afinidades de interesses, e se veem obrigadas a criar turmas seriadas por idade, o que vai contra seus princípios pedagógicos.

Para debater esses e outros entraves às inovações educacionais no país e para expor diferentes modelos institucionais, educadores, gestores e pesquisadores irão a Brasília para a I Conferência Nacional de Alternativas para uma Nova Educação (Conane). Na ocasião, Yvan Dourado, da Escola Politeia, participará de uma mesa que terá como principal objetivo apontar alguns dos caminhos bem-sucedidos. “Vai ser uma oportunidade para formalizar o pensamento a respeito da educação inovadora”, afirma o educador.

Para viabilizar a participação da Escola na Conferência, a educadora Carol Sumiê relata que o Conselho Escolar foi convocado, uma vez que o evento ocorrerá em dias letivos: “O Conselho decidiu pela participação da Escola na Conane e as famílias se prontificaram a compartilhar o cuidado das crianças nesses dias”.

Manifesto pela educação

O evento em Brasília também marcará a entrega de um documento escrito a muitas mãos para o Ministro da Educação. O manifesto “Mudar a escola, melhorar a educação: transformar um país” pontua algumas questões que, se contempladas em ações governamentais, redundarão em melhorias para a educação do país, de acordo com os autores do texto.

Osvaldo de Souza, integrante do grupo Românticos Conspiradores, colaborou para a redação do manifesto. Segundo ele, o texto “aponta na direção do que entendemos como uma forma mais humana e mais justa de educar”. Souza indica que a autonomia para as escolas constitui um dos principais pontos do manifesto, mas reforça que o documento deve ser considerado em seu conjunto: “Trata-se de modificar não só a escola, mas a forma de se entender a educação”.

Politeia Escola Democrática

A Politeia é uma escola de ensino fundamental que oferece educação inovadora para crianças e jovens, valorizando seus aspectos físicos, afetivos, corporais, sociais e intelectuais, de maneira integral e em busca do equilíbrio. A educação democrática, um movimento global com mais de 500 escolas, tem na democracia seu fundamento político e pedagógico. Dessa maneira, há espaços de participação para que crianças e jovens desenvolvam sua autonomia nas relações de convivência no espaço escolar, na apropriação de seus percursos de aprendizagem e na relação com a comunidade do entorno e da cidade. Na Politeia, é o interesse do estudante que move a aprendizagem, numa lógica comum a adultos e crianças: a lógica do hyperlink, “de um ponto para outro e para outro, num percurso imprevisível, aprendendo no meio do caminho. O desenvolvimento das pesquisas é feito com a ajuda de tutores e professores. “‘Durante as pesquisas, o professor precisa entrar no papel de aprendiz, aceitando que não sabe tudo e aprendendo junto com o estudante’, conta Yvan Dourado, um dos tutores”. (“As escolas do futuro”, Superinteressante, fevereiro de 2013).

Assessoria de Imprensa da Escola Politeia

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