A Politeia participou de uma matéria jornalística sobre Educação Democrática, cujo objetivo era desvendar e contextualizar a importância de uma formação humanística para os estudantes. Segue a matéria feita pela estudante de jornalismo Aline Oliveira.

 

Escolas democráticas como alternativa para uma educação de qualidade

Pais, estudantes e professores têm maior participação na gestão escolar

Por Aline Oliveira**
Foto: Talita Alessandra

Direito humano, para todos e sem exceções, a educação está prevista na Constituição Federal e visa ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e qualificação. Nesse contexto, as escolas democráticas conduzem suas atividades e levam em conta os aspectos que permeiam as necessidades de cada aluno, em busca de um ensino de qualidade.

A pós-graduanda em psicopedagogia e docente da rede pública de ensino de São Paulo Jéssica Salomão diz que a escola democrática requer um ambiente humanístico, ou seja, em que o ensino seja centrado na pessoa. “Isso significa conhecer o aluno, sua história, sua família, sua comunidade, suas dificuldades e habilidades e respeitá-lo integralmente”, conta.

Ela explica que assim é aberto um canal de comunicação entre alunos, pais e professores que permite que as trocas de interesses e conhecimentos sejam feitas. A escola assume sua responsabilidade na educação, mas ao mesmo tempo reconhece que não pode fazer isso sozinha.

No ensino democrático, é valorizada a criatividade e a autonomia dos alunos

O Mestre em educação Yvan Dourado conta que, nesse sentido, o estudante é formado para a vida e não para o vestibular. “É experimentando a democracia, a autonomia e a liberdade que fará dele um cidadão pleno, capaz de ser crítico e protagonista de seu caminho e do caminho da sociedade que ele quer”.

Nos moldes tradicionais, o significado de estudar geralmente está ligado ao objetivo imediato de obter notas. “No entanto, o que se deve propor é a liberdade para aprender e incentivar princípios como a autonomia, bem como promover entre os alunos a consciência crítica de si e do mundo”, expõe Jéssica.

Dourado, que atua como educador na Politeia, explica que o aluno é convidado a participar da gestão escolar, além de ser essencial que educadores e estudantes tenham vontade de ir à escola e o façam de forma livre e leve, felizes.

Também é preciso ter liberdade no ensino. “Outra questão importante é quebrar com a lógica conteudista e consumista da escola. Tudo gira em torno do dinheiro e a escola tem como função passar conteúdos, é escrava de uma sociedade consumista, injusta e individualista, que mata a criatividade no momento em que ela mais pode se expressar que é nas atitudes das crianças, na curiosidade que elas têm do mundo”, finaliza.

**Aline Oliveira (aline.osilva@bol.com.br) é aluna do 4º ano do Curso de Jornalismo da Universidade São Judas Tadeu. Reportagem elaborada para a disciplina de Projeto Experimental em Jornalismo Impresso.

Share