Quantas vezes você precisou ler o título desse post para entender o que ele dizia? Ele nem é assim tão complicado mas, como todas as coisas importantes da vida, ele traz ao mesmo tempo um bocado de beleza e profundidade.

Essa semana, recebi um livro de presente. Osvaldo, professor da escola, que muito me ensinou e muito me ensina, presenteou-me com um livro desconhecido (pelo menos para mim) de um autor muito conhecido. Se tratava de “À Sombra Desta Mangueira” do Paulo Freire. Mesmo declarado patrono da educação brasileira e reconhecido nacional e internacionalmente, sempre me perguntei se as pessoas realmente liam Paulo Freire tanto quanto falavam de suas obras e citavam suas impactantes frases.

Me dediquei a leitura e lembrei porque sempre gostei de sua filosofia. Ele é, para mim, crítico consciente e sujeito de práxis, sem perder a leveza da poesia e a profundidade da dialética e da história. Nas dificuldades da profissão, nos incentiva, nos lembra da luta pela mudança e da importância do ato de aprender, da curiosidade que move o mundo.

Ainda estou nos primeiros capítulos. Li e reli alguns parágrafos inúmeras vezes. Sempre pensando na minha trajetória como educador e na epopeia politeica. Mas uma frase em especial martelou minha cabeça o dia inteiro. Acho que ela resume bem todo nosso esforço em construir a Politeia e a luta que está para além de seus muros.

Simples e profundo… Uma singela homenagem…

“SEI QUE SEI COMO SEI QUE NÃO SEI O QUE ME FAZ SABER, PRIMEIRO, QUE POSSO SABER MELHOR O QUE JÁ SEI, SEGUNDO, QUE POSSO SABER O QUE AINDA NÃO SEI, TERCEIRO, QUE POSSO PRODUZIR O CONHECIMENTO AINDA NÃO EXISTENTE.” Paulo Freire

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