Na semana de discussões a respeito da catastrófica proposta de mudança para o Ensino Médio, nós fomos valorizar a 32ª Bienal de Arte – Incerteza Viva

Nosso país está passando por grandes incertezas em diversas áreas, sinais da aproximação de grandes mudanças; nosso esforço é dedicado às relacionadas ao desenvolvimento das liberdades.

Como escola crítica e reflexiva, na rotina de estudos, levantamos e debatemos as questões pertinentes aos atuais cenários sociais. A grande exposição no Parque do Ibirapuera preencheu nossos sentidos com variadas provocações.

Na nossa visita, houve pessoas que se sentiram muito tocadas pelas obras, houve as que se sentiram pouco tocadas e ainda quem não percebeu completamente o toque. Indiscutivelmente, todas foram desafiadas pela curiosidade, expondo dúvidas e afirmações; olhares, texturas e audições.

Em ambientes assim, sabemos que os diálogos e as relações, com o espaço e as obras, acontecem de acordo com o universo particular de cada visitante, por isso os valores são tão variáveis e vividamente incertos – em um mundo de constantes mudanças a única certeza é a de que nada é imutável.

Aproveitamos este espaço para agradecer e parabenizar o trabalho das monitorias que nos acompanharam. Foram essenciais, com suas escutas cuidadosas e o respeito aos tempos de cada participante no aprofundamento das compreensões e dos inquietamentos.

Certamente, a importância dessa experiência está na oportunidade de conhecer, reconhecer e apreciar a variedade das produções artísticas, pois elas são partes essenciais da formação humana; contra a prática mercadológica, automatizada e destrutiva. Contra os golpes autoritários.

Combatemos a feiura da estupidez de grande parte da política nacional com a beleza da diversidade dos saberes culturais da humanidade.

 

 

* Este relato foi escrito por Iara Haasz, Eduardo Brandão, Francisley Dias, Patrick Silva e Yvan Dourado; educadores na Escola Politeia.

 

 

 

 

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