Comumente sobre nossas cabeças e principalmente nas cabeças jovens, bombardeios diários são lançados para destruir entendimentos e construir valores acríticos. Nossa responsabilidade está na edificação do respeito, compreensão e reflexão.

Uma ideia de Estado Islâmico se consolidou na Politeia no último dia 11/08 – por um mês a coincidência não foi mais trágica. Em uma brincadeira, os estudantes arrumaram as cadeiras de uma sala formando assentos de um avião, com cabine e comissão de bordo. Eram voos da Estado islâmico Airlines, com destino aos jogos Rio 2016.

No momento, todos se divertiram, principalmente por perceberem que a violência não se concretizava, já que na lógica da encenação os responsáveis mudavam de ideia antes do ato final. Após a última aterrissagem, os educadores resolveram problematizar:

  • Qual é a compreensão da Escola Politeia sobre o Estado Islâmico?
  • Como podemos definir esse conhecimento?
  • Como isso deve ser discutido?
  • Qual é o alvo?

A partir de referências compartilhadas[1], definiram-se planos de ações nas Tutorias para ouvir os conhecimentos, discuti-los e levantar novas perspectivas. No geral, percebemos que as definições estavam baseadas na antiga ideia de que o Estado Islâmico é composto por uns loucos terroristas do islã que saem explodindo tudo por aí.

No front, agora há algo de novo: barricadas antipreconceitos.

Os estudantes entenderam que há muito tempo essa história é revestida por peças de fuselagem variada, motivo de tantas turbulências e instabilidades. O terrorismo é uma concepção relativa que atende a interesses diversos, sobretudo de políticas imperialistas e autoritárias.

Aqui na Politeia, nossas ferramentas são utilizadas em naves aerodinâmicas que por vezes apresentam algumas falhas, mas prontas para voos livres.

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