Educação Democrática

A autonomia está em voga no discurso pedagógico. Quase todos os projetos pedagógicos das escolas têm por objetivo formar uma pessoa autônoma, um sujeito crítico, um cidadão. Mas quando e como começa a experiência da autonomia? Ora, não há outra maneira de se tornar autônomo que não pela experiência própria da democracia.

A educação democrática é uma linha educacional que têm na democracia seu fundamento político e pedagógico. Dessa maneira, há espaços de participação para que as crianças e jovens desenvolvam sua autonomia nas relações de convivência no espaço escolar, na apropriação de seus percursos de aprendizagem e na relação com a comunidade do entorno e da cidade.

A Escola Politeia oferece educação inovadora para crianças e jovens que cursam o ensino fundamental (1º ao 9º ano), valorizando seus aspectos físicos, afetivos, corporais, sociais e intelectuais, de maneira integral e em busca do equilíbrio.

Conhecimento

O objetivo da educação deve ser habilitar o indivíduo a construir conhecimento, seguindo seus interesses, ritmos e talentos, possibilitando o aprofundamento em novas áreas de maneira estimulante e desafiadora, e valorizando as diversas visões e tradições igualmente consideradas patrimônios da humanidade.

 Na Politeia a relação com o conhecimento objetiva torná-los capazes de aprender com a diferença, desenvolver talentos e explorar a diversidade de saberes. Assim, o processo de aprendizado se inicia com a valorização da cultura e dos conhecimentos dos estudantes e com suas inquietações. A partir delas, promove a interação com pessoas de diversas áreas e saberes, com o meio e seus recursos, possibilitando a construção de novos conceitos. Este caminho segue os interesses e escolhas dos estudantes, no qual o educador é orientador do processo, tendo em vista que as escolhas do presente se coloquem numa perspectiva da construção do projeto de vida. O papel do educador passa a ser, então, o de auxiliar os estudantes a descobrirem seus talentos, perseguirem seus interesses e realizarem seus projetos, oferecendo-lhes o suporte necessário como orientador desses processos. Com isso, o educador foca seu olhar e sua escuta nos interesses, ritmos, silêncios e demandas dos estudantes e em suas crescentes capacidades para se responsabilizarem por suas escolhas.

A gestão do conhecimento é feita junto com os estudantes e os dispositivos pedagógicos que possuímos para desenvolver as habilidades e conteúdos são, a pesquisa individual, os grupos de estudo, os ateliês de linguagens e os laboratórios de exploração.

Convivência

O primeiro objetivo da Escola Politeia é que as crianças e jovens sejam responsáveis por suas ações.

O comportamento ético e os valores humanos e democráticos só podem ser aprendidos e valorizados se forem praticados no dia-a-dia. A democracia precisa ser vivida e através de seu exercício é que se formam cidadãos autônomos e responsáveis, um dos objetivos principais da educação. Por isso, é de fundamental importância a participação dos estudantes e demais envolvidos nesse dia-a-dia nas decisões sobre o cotidiano escolar, principalmente nas que se relacionam aos seus processos de aprendizagem (tanto de educadores, quanto de estudantes).

É participando dessas decisões que se aprende: a questionar; a desenvolver argumentações e o espírito crítico para ceder ou convencer, ouvindo-se distintas opiniões; a compartilhar decisões e responsabilidades; a exercitar a capacidade de tolerância, buscando consensos possíveis e desejáveis para o “bem-comum”.

É, sobretudo, vivendo a possibilidade de escolher e assumir compromissos arcando com suas conseqüências, que se aprende a valorizar a participação em instâncias de decisão e a vida em comunidade.

Somente com essa formação ética baseada em noções como respeito, cuidado e diversidade torna-se possível desenvolver pessoas com visões críticas e capazes de discernir e formar opiniões consequentes.

A gestão da convivência acontece nas assembleias, nos fóruns de resolução de conflitos, nas rodas de organização do dia, nas comissões, etc.