PolitŽia

Osvaldo - Author at Politeia Escola Democrática

Formação política e assembleia na Politeia

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Em tempos de reforma do ensino médio, na qual as ciências humanas são ameaçadas; em tempos de projeto Escola Sem Partido, que mesmo antes de virar lei já expõe e denuncia professores; em tempos de crise econômica e política, na qual o reacionarismo cresce e fica cada vez mais explícito; a Politeia Escola Democrática sempre assumiu em seu discurso e sua prática o trabalho pela formação política da comunidade escolar. Este é um dos princípios da, ou seja, uma orientação básica que guia as diversas práticas cotidianas dentro e fora da escola.
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Participação da POLITEIA na Paralisação Nacional do dia 29/05

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Votação da continuidade da greve dos professores do Estado de SP

(Texto produzido coletivamente pelos educadores e educadoras da escola)

Na última sexta-feira a escola não abriu suas portas. Apoiados pelos familiares presentes em conselho escolar e pelos estudantes, essa foi a forma que os educadores encontraram de participar ativamente do dia de Paralisação Nacional de várias categorias de trabalhadores e, mais especificamente, das lutas dos professores em vários estados.
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Estágio: para além da obrigatoriedade

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Abaixo publicamos o relato de uma estagiária que passou pela Escola Politeia e aprendeu e contribuiu com nossa proposta. Sua reflexão posterior aponta que a escola não é apenas um espaço de aprendizado dos/das estudantes, é muito mais que isso, é um espaço de troca e construção de conhecimento de todos/as os/as envolvidos/as neste processo.

Aos educadores da Escola Politeia, sobre a experiência do estágio.

Quando eu cheguei à Politeia, o objetivo era simples: cumprir um estágio obrigatório de 100 horas – 75h numa turma de Alfabetização e 25h de Gestão Escolar. Sem nenhuma experiência enquanto educadora, carregando apenas os onze (maçantes) anos como aluna de escola pública que seguiam à risca o modelo tradicional de ensino, o famoso “senta, cala a boca e copia”.  O curso de Pedagogia também já não estava me motivando muito, por todo o cenário da educação e pela baixa ou nenhuma perspectiva de mudança. Por essa e por outras, volto a dizer: o estágio era apenas uma obrigação. Mas não é que a obrigação virou curiosidade, e motivação e depois prazer, e em pouco tempo a Politeia virou um dos lugares que eu mais gostava de estar?… Pois é, virou!

Encontrei aí uma grande família com cara de escola. Uma proposta de educação diferente de todas que me foram apresentadas antes, que não se limita a ensinar o que é a democracia, mas que a vivencia no dia-a-dia. Vi um grupo de educadores corajosos, motivados, que não têm medo de não ter uma resposta sempre pronta na ponta da língua, que não são meros reprodutores de conteúdos, aceitam o desafio de aprender enquanto ensinam, aprender com as dúvidas de seus alunos, que não julgam as crianças por suas falas e atitudes, mas as valorizam. Vi uma escola onde crianças e adultos falam de igual para igual, sem hierarquia, sem constrangimentos. Achei incrível ver os educandos propondo coisas, das mais simples às mais complexas, com suas sugestões sendo de fato ouvidas, respeitadas e realizadas quando possível, possibilitando a participação de todos nas tomadas de decisão, mostrando que educar para autonomia é mais do que simplesmente deixar a criança escolher a cor da capa do caderno.

Aprendi que ser um bom educador é primordialmente respeitar o interesse individual de cada educando e entender que nem sempre eles vão querer estar onde nós gostaríamos que estivessem, no cube da leitura, por exemplo, e não se frustrar (tanto) quando isso acontecer, porque num dia essa não é a prioridade deles, mas no dia seguinte pode ser (ou não)… faz parte do processo. Minha gratidão ao Yvan e as meninas do clube da leitura, Laís e Renata, por me ajudarem a entender isso.

Carol e Marcelo, obrigada por me receberem tão bem e me deixarem à vontade, interagindo com as crianças. Yvan e Edu, sem palavras pra vocês, que a amizade continue para além do estágio.

Fernando, quando eu crescer, quero ser como você! Obrigada por me ensinar o ápice da paciência que consegue ter um excelente educador, convicto da importância do seu papel e me mostrar que não se deve esganar criancinhas, por mais que elas tentem te tirar do sério (risos).

Osvaldo, como você eu aprendi que… Estagiária tem que se xxxxx mesmo e arrumar notinhas, pra ver que não tá fácil pra ninguém, rsrs!

Foram quase três meses de aprendizado constante e que todos foram muito importantes, não pelas respostas prontas, mas pelas dúvidas e inquietações me causaram. Minha gratidão a todos: Yvan, Edu, Carol, Osvaldo, Marcelo, Aline, Iara, Luiz, Tassi, Gabi, Carol Hamburguer, Patrick, Jôse e Jô, espero não ter esquecido ningém.

Sobre as crianças, sentirei saudades de ouvir o “Daniiii!!!” que as meninas gritavam quando me viam… E de todos os rostinhos espertos.

Desejo que vocês continuem a se apaixonar todos os dias por esse sonho que virou escola, que  construíram, desconstroem e reconstroem todos os dias, vocês são exemplos de que é possível fazer a diferença. Hoje eu sei que a Politeia é uma, das muitas escolas que buscam uma educação diferente, emancipatória e democrática, mas pra mim será sempre a mais especial.

– Dani S. Lima

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Alfabetização Científica e Questionamento na Escola

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Começo este post com a hipótese de que uma forma de atingir a alfabetização científica é através do questionamento, do exercício da dúvida na escola.

Para atingir este fim é preciso que a proposta pedagógica da escola aponte nesta direção, é preciso uma postura ativa dos/das estudantes, mas essencialmente é preciso uma postura reflexiva e dialógica dos educadores e das educadoras. Sua função, nesta perspectiva, deixa de ser a de transmissor/a de conhecimento e passa a ser de mediador/a, sustentador/a das inquietações dos/das estudantes.


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Grupo de Estudos de Viagem no Tempo

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Neste mês de Fevereiro aqui na Escola Politeia, fizemos um grupo de estudos de Viagem no Tempo. Este tema partiu do interesse de um estudante e contagiou outros dois que decidiram entrar no grupo. Estivemos em quatro pessoas no grupo e este texto foi escrito por nós, em conjunto.

Vamos apresentar um pouco de nossa trajetória, os conhecimentos que compartilhamos e no final colocar duas histórias que criamos ao longo do estudo.


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Malvadeza

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Lendo Pedagogia da Esperança do Paulo Freire, me deparei com uma frase dita por pescadores com quem ele conversava: “castigo duro é o que faz gente dura, capaz de enfrentar a crueza da vida”.

Já que somos uma escola que não trabalha na lógica do castigo nem das diversas punições existentes, creio que valha a pena algumas palavras sobre este assunto.

Discordo completamente da frase dita pelos pescadores, mas entendo perfeitamente o que querem dizer. Esta dialética aponta para uma melhor compreensão do mundo em que vivemos. Por que precisamos criar pessoas que estejam preparadas para essa crueldade toda? Simples, porque o mundo é, de fato, cruel! O mundo não. O sistema que se implantou neste mundo. O capitalismo!

A frase dita pelos pescadores carrega consigo uma verdade imensa, seus filhos e filhas vão enfrentar, da maneira mais dura possível que é sendo pobre, o sistema do capital. Eles acreditam que se forem preparados desta forma conseguirão sobreviver mais e melhor.

Na Escola Politeia, a preparação para este mundo – não no futuro, mas hoje mesmo! – não vem pelo castigo e pelas punições, mas pela co-responsabilização, pela formação política através das assembleias, fóruns, comissões, etc. Nas assembleias podem propor, argumentar, se posicionar, nos fóruns podem ser ouvidos, nas comissões podem atuar, gerir, fazer funcionar. Não precisamos de estudantes/cidadãos endurecidos, mas conscientes, não alienados de seu papel no mundo. Talvez desta forma poderão não só resistir ao sistema, mas atuar nele e (quem sabe) ser contra ele.

“castigo duro é o que faz gente dura, capaz de enfrentar a crueza da vida”.

Esta relação autoritária que se estabelece muitas vezes entre pais, mães e filhos/as e entre educador/a e estudante, nada mais é que a reprodução da relação autoritária que existe entre sistema do capital e Ser Humano.

É fácil julgar quem comete a violência, mas muito difícil perceber de onde vem a malvadeza!

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Encontro da Rede Nacional de Educação Democrática

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Curso de Educação Democrática

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Estão abertas as inscrições para o curso de educação democrática.

Mais informações no site: http://curso.politeia.org.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Provar o quê?

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“Aqui na Escola Politeia não temos prova”. Quando esta afirmação aparece nas apresentações da escola ou em conversas com amigos/as, causa diversas emoções. Desde o susto, apreensão, incompreensão e até mesmo descrédito. Logo em seguida vem a pergunta: “Como avaliam então?”.

Um dos grandes problemas da educação é associar avaliação com prova.

Mas o que temos mesmo que provar?


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Escolas democráticas reivindicam autonomia na I Conferência Nacional de Alternativas para uma Nova Educação (Conane), de 19 a 21 de novembro, em Brasília

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 Integrantes do grupo Românticos Conspiradores e educadores da Politeia Escola Democrática organizam caravana para entregar ao Ministro o manifesto “Mudar a escola, melhorar a educação: transformar um país”


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