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Feira de ciências: entre o aprendizado individual e o coletivo

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A Escola Politeia, desde sua fundação, investe na pesquisa como ferramenta de formação e construção individual de conhecimentos. Essa escolha é muito valorizada pelos estudantes, que se sentem sujeitos ativos e protagonistas na construção de seus entendimentos sobre um tema de seu interesse.

Na mesma direção, as feiras de ciências são (ou deveriam ser) projetos escolares que buscam romper com o processo reprodutor de transmissão de conhecimentos, abrindo espaço para percursos criativos e reconhecimento da ciência. Pensando em unir a ideia já tão solidificada das pesquisas individuais com esse processo criativo da feira de ciências, elaboramos o projeto que acontece agora, como uma primeira edição experimental. Neste segundo semestre de 2016, os Ateliês de Ciências deram espaço para a criação, construção e avaliação da 1ª Feira de Ciências da Escola Politeia.

Cabe lembrar que a Escola Politeia entende e pratica a ciência, não como uma disciplina, mas como uma linguagem, e que portanto precisa ser entendida e abordada de forma complexa, é para nós uma forma de nos comunicarmos com o mundo. Por isso, os Ateliês de Ciências são conduzidos por dois educadores que dão vieses diferentes e complementares: Ciências compreende o universo das ciências da natureza e também das ciências humanas.

O nosso projeto de feira de ciências começou da indagação: o que as pesquisas dos estudantes podem produzir, socialmente? O incômodo partiu da perspectiva colocada pelos educadores, de que não queremos que os conhecimentos construídos com tanta inspiração pelos estudantes fiquem engavetados ou que sejam apenas conhecimentos para si. Entendemos que o processo é tão ou mais importante que os resultados, e por isso, investimos na ideia de que todo mundo tem algo que gostaria de saber, e pode aprender com isso. Nesse processo temos colocado a mão na massa, dedicando muitas horas a estudar e construir conhecimentos – para dentro e para fora de nossas cabeças.

O processo começou pela busca dos temas da feira, que aconteceu a partir da realidade de cada tutoria, levantando os interesses, as notícias e a realidade das ruas ao redor da Escola. Assim, a tutoria Pablo Picasso (ciclo 1) ficou com o tema “corpo humano”, a Antonieta de Barros (ciclo 2) com o tema “civilizações e tecnologias”, e a Vó Vera (ciclo 3) com o tema “seres humanos e sua relação com o mundo”.

No sábado, dia 26/11/16, nos encontramos para compartilhar nossos projetos. Foi um dia de grande entusiasmo por parte dos estudantes, onde muitos estavam motivados a contar sobre o que tinham feito e conhecer os outros trabalhos. Os pais, desta vez ficaram de fora, e puderam ouvir do outro lado do portão nossos experimentos e algumas coisas que explodiam. Embora tenham ficado um pouco chateados, entendemos que esse processo deveria ser construído primeiro entre as crianças, porque não se tratava da apresentação de um produto já finalizado.

Agora, na reta final do ano letivo temos nossa apresentação final de trabalhos, produções e processos. Neste momento todos estão convidados, inclusive publico externo para aprender com nossos estudantes.

Apresentação final: Sábado, dia 10 de Dezembro de 2016, das 9h às 13h.

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CARTA ABERTA DA POLITEIA SOBRE O CONANE 2016

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Nós da Escola Politeia lutamos cotidianamente para a construção de uma educação mais democrática e livre, acreditamos na ideia de uma escola militante que seja protagonista na transformação radical da situação política, econômica e social em que vivemos.

Nesse sentido nos esforçamos ao máximo para repensar e aprofundar nossa práxis,
e por isso nos engajamos em diversas atividades para além da rotina e dos muros da própria escola. Bom exemplo disso é a Rede Nacional de Educação Democrática, que há alguns anos se reúne (virtual e presencialmente), conectando vários interessados em aprofundar, mudar, pesquisar e se inspirar em novas práxis ligadas à área da educação. Por isso, de maneira pública e democrática, colocamos alguns questionamentos de forma fraterna para avançarmos ainda mais em nossa caminhada.

No último final de semana (dias 03 e 04 de dezembro de 2016) aconteceu a CONANE Regional Sudeste. A CONANE (Conferência Nacional de Alternativas para uma Nova Educação) teve sua primeira edição em novembro de 2013, em Brasília e outra edição nacional no feriado de 7 de setembro de 2015, em São Paulo.

Ficamos empolgados com o convite feito pela organização em 2013, e sabendo da
importância de eventos como esse, colocamos esse assunto no Conselho Escolar com a proposta que a escola fechasse (e para isso toda a comunidade se mobilizou) de modo que conseguíssemos dar peso à participação. Juntamos esforços e seguimos para Brasília em seis educadores. Saímos com as esperanças renovadas, conscientes de que não estávamos sozinhos e, inspirados pelas trocas, voltamos fortalecidos.

Pouco tempo depois, com a possibilidade de acontecer em São Paulo, a Politeia foi
chamada para um encontro que se desmembrou em coordenações de trabalho com objetivo de viabilizar a conferência. Trabalhamos muito em questões estruturais como a contratação de audiovisual, agendamentos, organização das palestras e debates, estrutura física, logística de alimentação, espaço de crianças etc, e demos nossa contribuição de formato e conteúdo como: rodas mais horizontais, temas relevantes, espaços sem tema, espaço para crianças, politização da discussão, articulação de vários grupos/coletivos/experiências, entre outras coisas. Foi um trabalho de vários meses que culminou em três dias intensos de encontro.

Depois desse pequeno histórico, ficam algumas questões: Por que não fomos
chamados para construir essa CONANE? Por que esse ano as escolas não foram
chamadas? Como e quando aconteceu a construção?

Esperamos assim fortalecer os laços que nos unem pela transformação da educação!

COLETIVO POLITEIA

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Por uma nova lógica dos resíduos

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“Tinha muita coisa jogada lá. Tinha coisa que as pessoas podiam doar, mas elas jogam lá. Tinha um Banana de Pijama e um computador da Barbie, coisas muito legais que eu sempre quis ter.”

Essa frase, dita pela estudante Sofia, de 6 anos, foi uma das primeiras da roda de conversa que tivemos na Escola Politeia, logo após a nossa visita à LOGA – Logística Ambiental de São Paulo.


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Das escolas que dão asas

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Por Renata Penna
Ontem, no caminho para a escola, ouvi das minhas filhas mais velhas – gêmeas de onze anos – uma longa e apaixonada explanação sobre a vida e os feitos de Malcolm X, Martin Luther King e Antonieta de Barros. Elas me contaram coisas que eu mesma não sabia.

Eu fico muito contente em saber que, aos onze anos, minhas filhas estão aprendendo sobre racismo, movimento negro e resistência. Há quem acredite (e eu já ouvi e continuo ouvindo muito isso, “mas e quando elas quiserem prestar vestibular???”) que elas deveriam estar recitando de cor as capitanias hereditárias. 
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Relato de uma mãe: a busca por uma educação que fizesse sentido

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Por Claudia Mesquita

Nessa semana eu participava de um seminário sobre educação, o SIEI, quando ouvi de uma das palestrantes que Politeia era a República grega imaginada por Platão. Antes e depois, ao longo de dois dias, muito se debateu sobre o exercício da cidadania, ética, liberdade, diálogo, troca, democracia, espaço de aprendizagem, pensamento crítico, desenvolvimento de potenciais, ser humano integral. Enquanto eu ouvia e aprendia, a imagem do meu filho permaneceu o tempo inteiro na minha cabeça.
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O Clássico…

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Nós, da tutoria Antonieta de Barros, acabamos de ler o clássico Robinson Crusoe. Adaptação de Fernando Nuno – que no dia 17/10 nos visitou para um bate-papo sobre o trabalho de escritor e adaptador. Com ele, debatemos uma grande questão: o que é um clássico?
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Formação política e assembleia na Politeia

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Em tempos de reforma do ensino médio, na qual as ciências humanas são ameaçadas; em tempos de projeto Escola Sem Partido, que mesmo antes de virar lei já expõe e denuncia professores; em tempos de crise econômica e política, na qual o reacionarismo cresce e fica cada vez mais explícito; a Politeia Escola Democrática sempre assumiu em seu discurso e sua prática o trabalho pela formação política da comunidade escolar. Este é um dos princípios da, ou seja, uma orientação básica que guia as diversas práticas cotidianas dentro e fora da escola.
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Resistir com as Memórias

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As saídas da Politeia Escola Democrática pressupõem pedagogia, filosofia e política para todas as idades, muito além de simples tarefas didáticas. Embora incentivemos algumas reflexões, a liberdade para cada estudante definir suas próprias impressões é nossa maior intenção.

 


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O que pensamos da reforma do Ensino Médio?

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O governo de Michel Temer lançou na quinta-feira (22.09.16) a medida provisória que modifica o Ensino Médio no Brasil e vai configurar a maior mudança na educação básica nos últimos 20 anos, desde que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) foi lançada em 1996.
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Certas Incertezas

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Na semana de discussões a respeito da catastrófica proposta de mudança para o Ensino Médio, nós fomos valorizar a 32ª Bienal de Arte – Incerteza Viva

Nosso país está passando por grandes incertezas em diversas áreas, sinais da aproximação de grandes mudanças; nosso esforço é dedicado às relacionadas ao desenvolvimento das liberdades.

Como escola crítica e reflexiva, na rotina de estudos, levantamos e debatemos as questões pertinentes aos atuais cenários sociais. A grande exposição no Parque do Ibirapuera preencheu nossos sentidos com variadas provocações.
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