Carolina Sumie Ramos nada sabe sobre Sumie (técnica de desenho japonesa), pois preferiu seguir a brasilidade do coco, da capoeira, do pagode, do ziriguidum e de uma boa porção de torresmo. Capitã-mor do time das mil e uma utilidades, Carolina fura paredes, paga as contas, prepara cardápio, desentope ralos, coordena grupos de estudo e orienta pesquisa na Politeia Educação Democrática. Pedagoga pela Universidade de São Paulo (USP), já trabalhou nas Escolas Lumiar e Teia Multicultural, na rede municipal de ensino infantil e em organizações não-governamentais. Atua como educadora em escolas e instituições com crianças e jovens desde 2003 e participa da rede mundial de educação democrática através da Associação Politeia. Partilhou sua ilustre presença com outros educadores nos Encontros Internacionais de Educação Democrática de 2004 (Índia), 2007 (Brasil) e 2010 (Israel).

Eduardo Brandão busca os aumentativos em toda pequena ação da vida. Se junta às crianças mais jovens da escola tendo a certeza que brandarão a poesia da vida diariamente. Eduardo teve um pequeno desvio de rota. No auge de seus empolgados estudos em Educação Física, fez uma disciplina de educação e percebeu sua praia escolar. Sem titubear trinta vezes, abriu mão dessa graduação e tornou-se pedagogo pela Uninove. Atualmente faz pós graduação em Sociologia (FESPSP). Seu passado na educação física não o deixa parar. É educador na Politeia Educação Democrática desde 2015. Num passado não tão distante, foi estagiário dela e trabalhou na Escola Lumiar e em uma ONG militar na periferia da Zona Leste da cidade.

Gabriela Marinheiro Yañez, ou Gabi para os próximos, formou-se em Ciências Sociais e Pedagogia pela PUC-SP e tem em sua árvore genealógica Noé, Barba-azul, Simbad, Pero Vaz de Caminha, Capitão Gancho, Pedro e outros. Desde pequena nutre uma predileção por balas de morango e sempre guarda cinco delas no bolso esquerdo da calça. Licenciada e livre para educar, Gabi já atuou em algumas escolas de educação infantil, entre elas o Grão de Chão e atualmente é educadora e tutora na Politeia Educação Democrática. Além de fundadora dessa escola, idealizou e participa do projeto LEVE (livre exploração, vivência e experimentação) e se prepara diariamente para tornar o mundo a sua volta num lugar propício para os pássaros alçarem vôo.

Iara Haasz tenta, mas não consegue esconder o jogo: seu passado de técnica em química e sua predileção por seriados nerds são rapidamente descobertos, mas nunca fala sobre seu gosto em armazenar pequenos objetos coloridos em garrafas de vidro. Costureira formada pela própria avó, artesã-aprendiz de tio-avó-irmão-do-vizinho-da-cumadre e pedagoga formada pela Universidade de São Paulo, Iara atua como educadora em escolas e instituições com crianças e jovens há quatorze anos e participa da rede mundial de educação democrática através da Politeia e da participação nos Encontros Internacionais de Educação Democrática de 2010 (Israel) e 2011(Inglaterra). Trabalhou na Associação Cidade Escola Aprendiz com processos de democratização de escolas e formação de professores. Atualmente é tutora e educadora na Politeia Educação Democrática e participa da Rede Nacional de Educação Democrática.

Joselice Duque Marinho, duquesa das terras azuis, laranjas e bordôs. Seu sangue nobre a faz desconfiada. Sempre que alguém perguntada de onde é, responde pronta ser do mundo e não conta para ninguém suas peripécias com tesouras, algodão e zabumbas. Mais conhecida como Jô, guarda em seu silêncio um olhar atento e carinhoso. Saiu ainda jovem de sua natal Bom Jesus da Lapa e se aventurou por várias cidades do Brasil, sempre disposta a desbravar novos horizontes e ajudar sua família. Formou-se como cabeleireira e manicure, mas foi a cozinha e a faxina que conduziram suas escolhas. Em 2014 os desvios da vida colocaram a Politeia Educação Democrática no meio de seu caminho e, desde então, ela é responsável por deixar esse projeto em pé.

Scheilla Margarida não é nada inocente. Povoa de girassóis e lírios os ambientes que domina. Sim! Domínio de ambientes é uma habilidade que ela desenvolve desde que abandonou as vendas de coifas na década de 1990. Ao se aventurar na área de moda, figurino e teatro, botou ordem nos camarins e eventos que participou, deixando tudo tinindo. Ai de quem tirar do lugar! Formou-se também em Sociologia e Política pela FESPSP e, além da Politeia Educação Democrática, é avaliadora de projetos sociais e políticas públicas. Dos interiores do Estado, aprecia as conversas com estranhos e trabalhadores, confecciona bordados nada fofos e sempre carrega na bolsa três revistas com desafios de lógica.

Yvan Dourado brilha muito por onde anda, distribuindo risos e laços de amizade pelos quatro cantos. Sabe como ninguém que quando alguém fala de todo mundo, qualquer um vale e por isso tem sempre em mãos uns discos de Ska e Punk para movimentar o esqueleto. Desde pequeno era da turma do Rarutchain e odiava ver uma formiga carregando uma folha maior que seu próprio corpo. Não satisfeito com a graduação em Ciências Sociais pela PUC-SP, fez um mestrado em educação pelo programa de pós-graduação Educação: História, Política e Sociedade dessa mesma universidade. Atua há uma década fertilizando o  campo da educação, com experiências em educação infantil, EJA e formação de professores. Hoje é educador, gestor e tutor da Politeia Educação Democrática, participa do coletivo de famílias, bebês e educadores LEVE (Livre Exploração, Vivência e Experimentação) e milita pela construção da Rede Nacional de Educação Democrática.