Fernando Siviero tem dificuldade em assumir identidades. Historiador formado pela Unicamp, fotógrafo por certo desvio de caráter, artista-educador nas brechas do sistema, mestre em preservação do patrimônio cultural pelo IPHAN… em casa cozinha, lava roupa, cuida das plantas e toca bateria. Pesquisador do fenômeno urbano, da imagem fotográfica e do patrimônio cultural brasileiro, gosta de estudar e debater questões relativas à educação, cidade, arquitetura, patrimônio cultural, fotografia e suas intersecções. Educador na Politeia Educação Democrática, além de fazer um pouco de tudo é artista educador no PIÁ (Programa de Iniciação Artística da Prefeitura Municipal de São Paulo) e desenvolve oficinas culturais e artísticas com fotografia e educação patrimonial.

Gustavo Xella (Mella Pella di Mofella Saracotella) é ator, formado em Artes Cênicas pela Unicamp e na vida, também é ciclista e faz downhill em planícies. Cursou especialização em Linguagens da Arte, no Centro Universitário Maria Antonia-USP. Integra a Cia Teatro Balagan desde 2007, participando do espetáculo Prometheus – a tragédia do fogo e das pesquisas Do Inumano ao mais-Humano e CABRAS – cabeças que voam, cabeças que rolam. Tem em suas veias o glamour cênico, algo fácil de se perceber quando ninguém vai assistí-lo em cena. Profundo conhecedor de cavernas e dos hábitos primitivos da humanidade. Na Politeia Educação Democrática é educador desde 2012, responsável por atividades de Teatro, Grupos de Estudos e orientação de pesquisa. Também é professor de teatro na escola de inglês Red Balloon. 

Carolina Sumie Ramos nada sabe sobre Sumie (técnica de desenho japonesa), pois preferiu seguir a brasilidade do coco, da capoeira, do pagode, do ziriguidum e de uma boa porção de torresmo. Capitã-mor do time das mil e uma utilidades, Carolina fura paredes, paga as contas, prepara cardápio, desentope ralos, coordena grupos de estudo e orienta pesquisa na Politeia Educação Democrática. Pedagoga pela Universidade de São Paulo (USP), já trabalhou nas Escolas Lumiar e Teia Multicultural, na rede municipal de ensino infantil e em organizações não-governamentais. Atua como educadora em escolas e instituições com crianças e jovens desde 2003 e participa da rede mundial de educação democrática através da Associação Politeia. Partilhou sua ilustre presença com outros educadores nos Encontros Internacionais de Educação Democrática de 2004 (Índia), 2007 (Brasil) e 2010 (Israel).

Iara Haasz tenta, mas não consegue esconder o jogo: seu passado de técnica em química e sua predileção por seriados nerds são rapidamente descobertos, mas nunca fala sobre seu gosto em armazenar pequenos objetos coloridos em garrafas de vidro. Costureira formada pela própria avó, artesã-aprendiz de tio-avó-irmão-do-vizinho-da-cumadre e pedagoga formada pela Universidade de São Paulo, Iara atua como educadora em escolas e instituições com crianças e jovens há quatorze anos e participa da rede mundial de educação democrática através da Politeia e da participação nos Encontros Internacionais de Educação Democrática de 2010 (Israel) e 2011(Inglaterra). Trabalhou na Associação Cidade Escola Aprendiz com processos de democratização de escolas e formação de professores. Atualmente é tutora e educadora na Politeia Educação Democrática e participa da Rede Nacional de Educação Democrática.

Yvan Dourado brilha muito por onde anda, distribuindo risos e laços de amizade pelos quatro cantos. Sabe como ninguém que quando alguém fala de todo mundo, qualquer um vale e por isso tem sempre em mãos uns discos de Ska e Punk para movimentar o esqueleto. Desde pequeno era da turma do Rarutchain e odiava ver uma formiga carregando uma folha maior que seu próprio corpo. Não satisfeito com a graduação em Ciências Sociais pela PUC-SP, fez um mestrado em educação pelo programa de pós-graduação Educação: História, Política e Sociedade dessa mesma universidade. Atua há uma década fertilizando o  campo da educação, com experiências em educação infantil, EJA e formação de professores. Hoje é educador, gestor e tutor da Politeia Educação Democrática, participa do coletivo de famílias, bebês e educadores LEVE (Livre Exploração, Vivência e Experimentação) e milita pela construção da Rede Nacional de Educação Democrática.

Osvaldo de Souza, depois de uma longa vida atrás de balcões e hamburguer com batata frita, decidiu se engajar na poesia da física para mudar os rumos de sua vida. Direto do final da década de 1970, possui uma história de vida singular, curiosa e melindrosa, digna de um roteiro de filme B. Seria um ótimo personagem com planos para dominar o mundo. Desde criança nutre pelo cosmos uma admiração metafísica e com o título de licenciatura em física da Universidade de São Paulo em mãos decidiu vestir um par de galochas e tirar férias nos pântanos de Mississipi (EUA). Na volta, decidido a retomar uma pesquisa sobre educação em ciências fez um longo mestrado na Universidade de São Paulo sobre emancipação e escola. Atualmente é educador da Politeia Educação Democrática, professor da Escola Estadual Anhanguera e membro-construtor da Rede Nacional de Educação Democrática.

Gabriela Marinheiro Yañez, ou Gabi para os próximos, formou-se em Ciências Sociais e Pedagogia pela PUC-SP e tem em sua árvore genealógica Noé, Barba-azul, Simbad, Pero Vaz de Caminha, Capitão Gancho, Pedro e outros. Desde pequena nutre uma predileção por balas de morango e sempre guarda cinco delas no bolso esquerdo da calça. Licenciada e livre para educar, Gabi já atuou em algumas escolas de educação infantil, entre elas o Grão de Chão e atualmente é educadora e tutora na Politeia Educação Democrática. Além de fundadora dessa escola, idealizou e participa do projeto LEVE (livre exploração, vivência e experimentação) e se prepara diariamente para tornar o mundo a sua volta num lugar propício para os pássaros alçarem vôo.

Tassiana Carvalho percorre uma trajetória acadêmica de louvor na Universidade de São Paulo. Licenciada em física, mestre em ensino de ciências e doutoranda na mesma área nunca nega seu passado nas ruas da Zona Norte da cidade, quando era líder dos jogos e brincadeiras que marcavam o asfalto com seu suor e de seus amigos. Quando brincava na chuva, se encantava pelo fenômeno das enxurradas e, curiosa com a força das águas, decidiu estudar física no antigo CEFET. Sua vida, desde então é outra. Além de educadora na Politeia Educação Democrática desde 2012, ministra cursos de extensão e formação de professores de ciência e física, é professora de educação básica e deixa-se perder na vastidão do cosmos com o Grupo Sputnik.